OLHO VIVO

Por Simorion Matos

MONTEIRO: REUNIÃO SE REPETE 20 ANOS DEPOIS

Em 1995, às vésperas da campanha municipal de 1996, o ex-Superintendente do INSS na Paraíba, Telmano Japiassu, provocou a reunião de um grupo de monteirenses para discussão e planejamento de uma candidatura à Prefeitura de Monteiro. Nascia ali o lançamento de Carlos Batinga na política local, com o apoio de várias lideranças, para suceder o então prefeito Antônio de Sousa Nunes.
Na semana passada, liderados pelo mesmo Telmano, alguns monteirenses decidiram se reunir para “formar um grupo e discutir a atual e futura conjuntura administrativa e política de Monteiro”.
Como Carlos Batinga está sem mandato, já que não logrou êxito na tentativa de reeleição como deputado, seria essa reunião de agora uma forma de motivá-lo a disputar novamente a prefeitura em 2016, ou o encontro teria sido o passo inicial de definição por mais uma candidatura de Juraci Conrado?
A resposta talvez só venha no próximo ano.

CARIRI NO DETRAN

O caririzeiro Aristeu Chaves iniciou muito bem a função de Superintendente do DETRAN/PB e a sua gestão à frente do órgão tem repercutido de forma bastante positiva.
Bacharel em Direito e Delegado de Carreira da Polícia Civil, tendo atuado inclusive em Brasília, Aristeu Chaves tem bastante experiência administrativa. Antes de ser prefeito de Camalaú, foi Superintendente de Polícia da 4ª Região, dirigindo a segurança pública nos municípios do Cariri.
Nos idos de 1981, o DETRAN/PB foi dirigido por outro caririzeiro, o monteirense Fred Menezes.

ATUAÇÃO AMPLIADA

O gabinete do deputado João Henrique na Assembleia Legislativa tem aumentado muito a sua movimentação. Não apenas pelo fato de ter sido eleito Vice-presidente da Casa Epitácio Pessoa mas, principalmente, porque o parlamentar ampliou bastante a sua área de atuação política em todo o estado.
Lideranças de diversos municípios procuram semanalmente o gabinete do deputado para encaminhamento de pleitos das suas comunidades.

PINTO DO MONTEIRO

No dia 21 de novembro, se vivo materialmente estivesse, o imortal Severino Lourenço da Silva Pinto, o Pinto do Monteiro, estaria completando 120 anos de nascimento.
Para reverenciar o rei dos cantadores pretendemos, a exemplo do que fizemos por vários anos, realizar o CONGRESSO DE VIOLEIROS DO CARIRI PARAIBANO, com a presença dos maiores nomes do repente.

UMAS & OUTRAS

José Firmino, conhecido popularmente por Zé da Pedra, era lanterneiro e, nas horas vagas, inventava de ser cantador de viola. Além de fazer cantorias em pé de parede, nas bodegas de Monteiro, o repentista freqüentava bastante a residência do mestre Pinto do Monteiro, principalmente nas manhãs de domingo, quando aconteciam rodas de glosa.

Certa vez, surgiu entre os glosadores, o mote: “Eu querendo também faço, igualzinho a Zé Limeira”.

Sem meia conversa, Zé da Pedra fez a pérola:

“Eu vi Maria Bonita
Beijando os pés de Jesus,
São José fazer cuscuz
Cozinhando na marmita.
Maomé chamou Juvita
Pra dançar forró na feira
Aí a mulher rendeira
Caiu quebrando o cabaço
Eu querendo também faço
Igualzinho a Zé Limeira”
Ao final da participação de Firmino, o velho Pinto cochichou no ouvido de Benjamin de Báu: “esse aí consegue ser mais doido do que Zé Limeira”.

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