Pro desespero de Lito Farias, ‘Playboy’ deixará de ser publicada no Brasil

Dentro de um processo de enxugamento de portfólio que já eliminou diversos de seus títulos tradicionais, a Editora Abril está abrindo mão de uma revista que publica sob licença há 40 anos. A última edição da masculina Playboy vai circular em dezembro, segundo comunicado divulgado pela editora nesta quinta-feira, 19.

A decisão vem na esteira da queda da circulação tanto no Brasil quanto no exterior – uma das principais concorrentes da revista conhecida pelas fotos de mulheres nuas é a internet. Nos Estados Unidos, a Playboy está passando por uma reestruturação que vai eliminar as fotos de nu frontal. No Brasil, depois de anunciar que continuaria a publicar os nus, a Abril decidiu não renovar o contrato de publicação.

Nos anos 1990, a Playboy chegava a circular com mais de 1 milhão de exemplares. Hoje, a tiragem da revista estaria em aproximadamente 75 mil unidades. Nos EUA, o auge foi na década de 60, quando a tiragem superava 5 milhões de exemplares (hoje, o número é bem mais modesto: 800 mil revistas).

Outros títulos que eram publicados sob licença – as revistas de condicionamento físico Women’s Health e Men’s Health – também deixarão de circular no fim deste ano. A empresa não informou, no comunicado que divulgou, se as equipes das três publicações serão reaproveitadas em outros departamentos ou demitidas.

Enxugamento. É o segundo movimento de enxugamento de portfólio que a Abril faz em menos de um ano. Em junho, a empresa anunciou o repasse de sete títulos à Editora Caras (por valor não revelado) e um corte de 120 empregos, ou 2% de seu quadro de cerca de 6 mil funcionários.

Em junho, a empresa repassou os títulos Arquitetura & Construção, Contigo!,Placar, Tititi, Você RH e Você S/A à Editora Caras e fechou outras duas publicações: a Capricho (juvenil) e a Exame PME (que foi incorporada à Exame).

Em outubro deste ano, a revista americana Playboy, ícone do jornalismo masculino, anunciou que deixará de publicar fotos de mulheres nuas a partir da edição de março de 2016. A decisão foi tomada por seu fundador, Hugh Hefner, de 89 anos, depois de uma sugestão de um dos seus principais editores, Cory Jones. A informação foi publicada pelo jornal The New York Times.

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