COLUNA OLHO VIVO

MONTEIRO: JOVEM AOS 143 ANOS

Por Simorion Matos
Neste domingo, 28 de junho, Monteiro completa 143 anos de emancipação política. A cidade está cada vez mais jovem e bonita, com suas ruas largas, pavimentadas e iluminadas.

Foi sendo erguida à margem do Rio Paraíba, que nasce na Serra do Jabitacá. Tornou-se município por meio da Lei nº 457, de 28 de junho de 1872, com território desmembrado de São João do Cariri.

Consolidou-se como pólo regional e referência em educação e cultura, sediando 2 campus universitários, sendo um federal (IFPB) e um estadual (UEPB), além de unidades da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA, Colégio Santo Expedito e Faculdade Paulista de Tecnologia.

A festa de aniversário, encerrando O Melhor São João de Todos os Tempos, será abrilhantada por Aviões do Forró, além de Franklyn Dias e Luciene Melo.

O DESTAQUE DE CADA UM

Nos últimos 50 anos, cada governante municipal trabalhou e deu a sua contribuição para o desenvolvimento de Monteiro. Entre as inúmeras ações de cada gestão, podemos registrar algumas realizações destacadas.

Arnaldo Lafayette implantou a telefonia por microondas. Jorge Rafael de Menezes construiu o Estádio Feitosão. Alexandre da Silva Brito construiu o Clube Municipal e Antônio de Sousa Nunes fez o Contorno Rodoviário. O prefeito Dr. Chico pavimentou o bairro Rua do Matadouro. Carlos Batinga estruturou o abastecimento d´água e Doutora Lourdinha viabilizou parceria para implantação do Campus da UEPB.

A prefeita Edna Henrique, com visão futurista, imprimiu nova feição urbana à Princesa do Cariri, inclusive sinalizando o trânsito e coroando recentemente o seu trabalho com a nova Praça João Pessoa, transformada em verdadeiro cartão postal.

RÉU CONFESSO

Ao reconhecer publicamente que a presidente Dilma mentiu para o povo brasileiro durante a última campanha presidencial, principalmente porque disse que não iria mexer nos direitos da classe trabalhadora e está fazendo exatamente o contrário, o ex-presidente Lula assumiu a condição de réu confesso, por ter sido ele o grande apoiador da campanha petista sendo, portanto, o principal responsável por Dilma estar hoje no comando do poder.

Segundo o líder petista, a presidente estaria hoje no “volume morto” em relação aos índices de popularidade, fruto do desencanto da população com um governo fracassado e viciado, que só pensa em cargos públicos e vantagens.

NEM A SANFONA ESCAPOU

Em tempo junino, nem a chorosa sanfona de Pinto do Acordeon escapou da ação dos ladrões.

Ele teve uma de suas sanfonas furtada após ter se apresentado na festa de São João de Patos, na madrugada do sábado (20), mas o fato só foi divulgado pela polícia na terça-feira (23). A sanfona, avaliada em R$ 25 mil, foi apreendida com um operador de som que trabalhava na festa. Ele foi preso em flagrante.

O cantor Pinto do Acordeon sentiu falta do instrumento quando já estava viajando para Campina Grande. O suspeito tem 27 anos e trabalhava no Terreiro do Forró, onde aconteceram os shows na cidade no São João, como operador de som no período junino.

UMAS & OUTRAS

O comércio em Monteiro no passado

Nos dias de hoje, percebemos que o comércio da cidade de Monteiro está em ascensão e movimenta volumosos recursos. Em praticamente todos os segmentos, existem estabelecimentos bem estruturados.

Para que esse comércio pudesse chegar aos níveis de hoje, foi muito importante o pioneirismo e a determinação dos que investiram, acreditaram e muito contribuíram para o progresso da cidade.

Dentre muitos comerciantes monteirenses do passado, vale a pena relembrar: Casa Iman de Inácio Feitosa, gerenciada por José Gomes Rafael. Palácio dos Retalhos, de Terezinha Batinga. A loja de Deja, em frente ao mercado público. E a Loja Esperança, de Assis Berto.

Casa Raphael, de Darcílio Gomes Raphael, com Novidades, sempre Novidades. As lojas de dona Aurinha e Maria Pereira.

Manoel Joaquim produzia e vendia os Mosaicos Rex. As ferragens, ferramentas, material elétrico e hidráulico, parafusos, tinha de tudo na loja de Pedrosa Amador.

As farmácias e drogarias: Farmácia de seu Alcindo, Farmácia de Seu Osvaldo, Farmácia Pronto Socorro de Antônio Velho, Farmácia São Paulo de Paulo da Farmácia.

A Casa Galdino, de José Galdino e a bodega de Mariano Bezerra, eram as maiores no segmento. Outros fortes comerciantes nessa área foram Liberato Jacinto Sobral e José Alves de Morais, o José Ferreira. O primeiro estabelecimento em formato de mercadinho foi montado por Antônio Lucas e depois adquirido por Socorro Mendes. No Mercado Público, as sortidas mercearias de Seu Tertinho e de Natal Barros.

Nelson Barra Preta montou loja de auto peças e Lourival Nunes colocou a Panificadora Universal, que tinha também fábrica de macarrão.

Geraldo Branquinho colocou o Big Lanche, ao lado de Zé do Foto.

Luizinho Virgulino instalou a Casa do Criador e os maiores comerciantes de carne eram Manoel Amâncio e João de Arrosbaque.

José Leandro, o fotógrafo, instalou grande loja de móveis. Manoel Nascimento era outro lojista de móveis.

Estivas e cereais eram o forte de Chiquinho Queiroz e o grande armazén de açúcar pertencia a Joaquim Muniz. Na compra e venda de sisal e algodão, destaque para Tadeu Mendes, Josa Leite e Seu Caboclo.

Os carros eram abastecidos no Posto Esso, de Luizinho Romão, que depois pertenceu a Isauro Liberal.

Além desses estabelecimentos maiores, tinham também muita importância as inúmeras bodegas e armarinhos. Numa época em que ainda não existiam os planos de mídia nem os cartões de crédito, ser comerciante numa cidade do interior era sinônimo de perseverança.

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